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January 16, 2009

Lançada coligação da sociedade civil sobre indústria extractiva "Publique o que Paga"

Nota de Imprensa

 

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Um conjunto de organizações da sociedade civil moçambicana, sob os auspícios do G20 (Plataforma da Sociedade Civil para o Observatório de Desenvolvimento), lançou hoje, 28 de Novembro de 2008, em Maputo, um coligação com o objectivo de monitorar o desenvolvimento da indústria extractiva em Moçambique e as políticas do Governo sobre este sector.

Da coligação fazem parte organizações de pesquisa, advocacia e monitoria sobre o desenvolvimento sócio-económico, meio ambiente e recursos naturais, orçamento, transparência e anti-corrupção, sedeadas em Maputo e nas províncias onde ja se registam operações de prospecção/exploração de recursos extractivos (Inhambane, Tete, Zambezia, Nampula e Cabo Delgado).

A formação da coligação surge numa altura em que o Governo está a levar a cabo acções visando a adesão de Moçambique à Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva (ITIE), um programa internacional que visa garantir a transparência nas transacções entre a indústria extractiva e o Governo, de modo a tornar visível o que é que esta indústria paga ao Governo (em royalties, impostos, e outras taxas), e o que é que o Governo regista como tendo recebido, e que valores são de facto utilizados pelo Governo em despesa pública para o benefício nacional.

A iniciativa surge  também num contexto em que se tem verificado que em muitos Países ricos em recursos minerais não renováveis, o que as indústrias extractivas declaram como tendo desembolsado para o Governo difere substancialmente do que o Governo regista como tendo recebido e utilizado para financiar o seu orçamento. Esta diferença é, frequentemente, explicada por actos de corrupção de uma ou de ambas as partes.

A sociedade civil moçambicana enaltece e encoraja o interesse e compromisso do Governo Moçambicano em aderir a esta iniciativa, tanto pelo facto de os recursos minerais serem não renováveis e, portanto, a sua exploração ter um impacto nas oportunidades e opções de desenvolvimento intergeracionais, como pelo facto de, por imperativo constitucional, estes recursos pertencerem ao Estado moçambicano. A sociedade civil realça que a transparência e o detalhe da informação disponibilizada atempadamente são cruciais para que a sociedade, como um todo, esteja a altura de participar na gestão correcta dos recursos não renováveis em Moçambique.

A coligação agora lançada preconiza que a ITIE em Moçambique deve ir para além da transparência, incorporando outros objectivos básicos, nomeadamente:

  • Garantir que a indústria extractiva gere as receitas públicas necessárias para a criação de reservas e a promoção do desenvolvimento alargado e diversificado que acautelem contra o facto de que os recursos minerais não são renováveis, que ajudem a arrancar Moçambique da dependência externa num futuro breve e que permitam criar novas e melhores oportunidades de desenvolvimento para o futuro e as novas gerações de Moçambicanos;
  • Promover ligações produtivas à montante e à jusante;
  • Garantir emprego decente e digno no País, nomeadamente no que diz respeito aos níveis salariais, condições de segurança e higiene no trabalho, pacotes sociais de apoio aos trabalhadores e suas famílias, formação profissional, acordos colectivos de trabalho, e respeito pelo direito associativo dos trabalhadores em defesa dos seus interesses;
  • Assegurar a protecção e renovação constantes do meio ambiente favorável à reprodução e melhoria da qualidade de vida e de oportunidades sustentáveis de desenvolvimento para todos, no presente e no futuro;
  • Superar os conflitos de interesse entre diferentes actividades (conflitos entre exploração mineira e agricultura/turismo/pesca, etc.) e usos possíveis de recursos nacionais, tomando em conta os custos de oportunidade e os benefícios relativos para o País e para as comunidades de escolher entre a indústria extractiva e outras alternativas.

Brevemente será criado um comité coordenador da ITIE em Moçambique, constituído por representantes do Governo, da indústria e de organizações da sociedade civil. Os representantes de organizações da sociedade civil desenvolverão as suas equipas de apoio (de investigação, recolha, processamento e análise de informação, de análise e discussão de opções, etc.) de acordo com as suas aspirações e interesses.

A coligação é uma rede informal de organização (não é uma nova organização) e estará aberta a quaisquer outras organizações moçambicana interessadas. Mais detalhes sobre as actividades da coligação para o ano de 2009 serão anunciados publicamento, depois de o grupo concluir o seu Plano de Actividades, ja em elaboração.

Instituto de Estudos Sociais e Económicos

Grupo Moçambicano da Divida

Abiodes - Agricultura Biológica, Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável

Cetro de Integridade Pública: Boa Governação - Transparencia - Integridade

Justiça Ambiental (See listing on: Friends of the Earth International)

MEDIA FEED

U.S. Said to Allow Drilling Without Needed Permits - The New York Times

Australia Gas Deal Renews Tension - Financial Times

Charged With Fraud, Nigeria's Ruling Party Leader Resigns - Reuters

Western Senators Propose Ban on Pacific Drilling - The New York Times

To Limit Corruption around Mining in Africa, Follow the Money - The Globe and Mail

Court Backs Oil Project - The New York Times

Transparency Increases, But There Is Still a Long Way to Go - The Phnom Penh Post

IMF Develops Project to Help Africa Deal with Illicit Trade - African Manager

Three-day Conference on Africa's Natural Resources Starts in Tanzania - Standard Times Press

After Oil Rig Blast, BP Refused to Share Underwater Spill Footage - ABC News

Finger-Pointing, but Few Answers at Hearings on Drilling - The New York Times

Complaints Over U.N. Prize Sponsored by Equatorial Guinea's Obiang - Reuters

Guide: Community-Company Grievance Resolution for Australian Mining Industry - Oxfam Australia (pdf)

Cote D'Ivoire: President for Life, and Then Some - The New York Times

In Midst of Massive Spill, Oil Industry Fighting Transparency and Accountability - Oxfam America

Leaked Oil Contracts in DRC Threaten Resource Wars and $10 Billion Rip-Off by British Company - Carbon Web

 

NEWS & INFORMATION ARCHIVES

2006, 2005

PUBLICATIONS

Contracts Confidential: Ending Secret Deals in the Extractive Industries
Contract transparency is sorely needed to improve the management of natural resource wealth. In a new report from RWI, authors Peter Rosenblum and Susan Maples delve into government and private sector objections to contract disclosure and make conclusions about what information may legitimately and reasonably be kept confidential, and how civil society institutions can better confront the challenge of secret deals.
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NEW TRANSLATION: Revenue Redistribution at the Local Level
Many resource-rich countries are attempting to compensate their producing regions through shares of resource revenues to be spent at the local level. In "Extractive Industries Revenues Distribution at the Sub-National Level," development economics consultant Matteo Morgandi presents a comparative analysis of international legislation for distribution of extractive revenues from across all levels of government. Prepared at the request of the Peruvian National Congress, the report studies the legislative practices of seven resource-rich countries to identify potential and address challenges. Please note that this report is now also available in Vietnamese.
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